AMPLO E CONTRADITÓRIO

O PAC na Paraíba

Prefeitos não assinam adesão o podem perder recursos.

 

O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC – chegará ao Estado da Paraíba pelas mãos da FUNASA. Serão 74 municípios atendidos numa primeira etapa com mais de R$ 100 milhões em obras de infra-estrutura de saneamento básico, calçamento, moradias, entre outras ações que vão refletir diretamente nas melhorias das condições de vida dos que mais precisam.

 

A notícia foi dada ontem (26) pelo coordenador estadual da FUNASA Tião Gomes, chamando a atenção para um fato estarrecedor: 15 prefeitos ainda não tinham assinado o Termo de Adesão ao PAC da FUNASA, o que poderia causar danos irreparáveis a uma população estimada em 350 mil habitantes.

 

Segundo o coordenador da FUNASA, os recursos estão prontos para serem liberados, devendo os prefeitos apenas assinarem a adesão ao programa e protocolarem na FUNASA o seu projeto com um plano de trabalho que pode, inclusive, ser encontrado do site da Fundação Nacional de Saúde.

 

O que nos chama a atenção e aí eu repasso para os leitores desse post, é que a Paraíba é um dos estados mais pobres da federação. Conseguir recursos junto ao Governo Federal não é fácil pra nenhum governante do país. E 15 prefeitos se dão ao luxo de nem ao menos assinarem uma adesão a um programa que vai trazer mais de R$ 100 milhões em benefícios para mais de um milhão de paraibanos sedentos de fome e de sede.

 

No Brasil ainda tem dessas coisas. Parece que esses 15 prefeitos desconhecem que no Brasil dos 32 milhões de pessoas que passam fome, metade vive no meio rural e 65 milhões alimentam-se de forma precária.

 

É de não acreditar em tamanha falta de responsabilidade com a coisa pública e a vida...

 

  Um retrato vivo do nosso Brasil.

SAUDADES DO SENNA

Nosso maior piloto de F1

"Seja você quem for, seja qual for a posição social que você tenha na vida, a mais alta ou a mais baixa, tenha sempre como meta muita força, muita determinação e sempre faça tudo com muito amor e com muita fé em Deus, que um dia você chega lá. De alguma maneira você chega lá."
Ayrton Senna

Ayrton Senna: O mundo não esquece.

DO FUNDO DO BAÚ

 

                   Gênio do mau

 

 

Eu, procurando um lugar que possa

Sentir-me fora da cela.

Querendo consertar esse mundo de tantos cegos.

Jogado ao léu, perdido em meu próprio mundo.

Eu, ofuscado da liberdade de pensar e agir.

Esmagado, triturado e escravizado

Por uma raça minoria, pobre de amor, rica de ambição.

Sacudido por essa politicagem suja e barata

Onde predomina o interesse pessoal.

Eu - um poltrão - querendo botar ordem numa casa

Que há anos vive perdida nas

Profundezas do infinito...

Tentando colocar vírgula no ponto.

Tentando tirar a salinidade dos mares.

Querendo tirar o brilho do sol,

A claridade da lua cheia.

Eu, procurando agitar uma colméia de abelhas,

Banidas da pátria a bel-prazer.

Atolado neste lamaçal de vida,

Pronto pra executar tuas ordens

“Demônio de carne e osso”,

Rejeitado pela natureza.

Resta-me orar e pedir por tua alma,

Pois a massa não tem mais cura.

Que a compaixão desça sobre tua alma

E te ensine a lutar pelo IGUALITARISMO!

 

* Igualitarismo – igualdade de condições para todos.

 

                                                           

                                                        Por Pedro Freire Filho – Maio/1983.

ESSE EPISÓDIO MARCOU A HISTÓRIA POLÍTICA DA PARAÍBA

DEPUTADO PODE RENUNCIAR

 O deputado federal e ex-governador Ronaldo Cunha Lima (PSDB) deve renunciar ao mandato para escapar do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Com a renúncia, ele perderia o foro privilegiado de que desfruta em razão do cargo e seria julgado por um júri popular em João Pessoa.

 A possibilidade de Ronaldo abrir mão do mandato para o qual foi eleito ano passado foi admitida ontem por advogados consultados pelo Portal Correio. A alternativa, que em tese beneficiaria o deputado, foi admitida, inclusive, por fontes ligadas ao acusado, com quem o Portal tentou e ainda tenta falar.

 

O atentado no Gulliver

 

Em pleno exercício do Governo da Paraíba, em 1993, Ronaldo Cunha Lima tentou assassinar o ex-governador Tarcísio Burity, seu principal adversário político, no interior do restaurante Gulliver, em João Pessoa. Sem que sequer houvesse tempo de Burity se defender, visivelmente transtornado Ronaldo entrou no restaurante, sacou de uma arma e disparou três tiros contra o desafeto. Um ano depois, Ronaldo Cunha Lima seria eleito senador pelo PMDB com expressiva votação.

 

Ao mesmo tempo, Burity era alijado da vida pública após sofrer, além do atentado contra a sua vida, um sistemático ataque da mídia dominada pelo governo Cunha Lima I (1991-94), que culpava o antecessor por atraso de mais de seis meses de salário do funcionalismo, além de desorganização das finanças do Estado.

 

Restou a Burity fazer, onde possível, apelos contra a longeva impunidade do seu agressor e tentar voltar ao primeiro plano da cena política paraibana através de malogradas candidaturas ao Senado em 1998 e 2002. No ano seguinte, Burity morreria sem ter a mínima perspectiva de ver Ronaldo levado a julgamento.

 

Alegação de legítima defesa

 

Quando depôs no Supremo sobre o atentado no Gulliver, em 9 de dezembro de 2002, Ronaldo negou que tenha planejado o crime e passou 80 minutos tentando convencer o relator Moreira Alves de que agira em legítima defesa. Disse que era vítima de ofensas pessoais e ataques à sua família e, ao entrar no restaurante, pensou que Burity sacaria uma arma após uma discussão entre os dois.

 

Segundo depoimentos reunidos pela acusação, a alegação de legítima defesa não se sustenta. Ao entrar no Gulliver, Ronaldo não deu tempo sequer de Burity esboçar qualquer reação e atirou duas vezes contra o adversário, que se encontrava sentado, conversando com amigos, e de costas para a porta por onde o então governador entrou.

 

Socorrido para o Hospital Samaritano, da Capital, Burity passou duas semanas internado, sendo liberado depois para se recuperar em sua residência. Após o atentado de que foi vítima o ex-governador afastou-se por quase dois anos da atividade política, perdeu popularidade, a saúde e finalmente a vida, às 9h45 do dia 8 de julho de 2003, aos 64 anos, por agravamento de problemas cardíacos.

 

Essa foi uma das páginas negras da história da nossa querida Paraíba. Nunca se ouviu falar de que um fato dessa natureza tenha acontecido na história política brasileira. Depois, de quase 14 anos, a família de Burity ainda espera por justiça. O que pode acontecer nos próximos dias...

 

Ronaldo Cunha Lima
 Deputado Ronaldo Cunha Lima

 

Fonte: Portal Correio

Quem perdeu foi o Faustão!

Só porque hoje é terça.


A ex-dançarina do programa Domingão do Faustão, Mirella Santos,
foi um dos destaques no ensaio na quadra do Salgueiro,
na noite deste sábado, 20. Com um  shortinho claro
e uma frente-única vermelha com detalhe em crochê
e muito samba no pé, a noiva do cantor Latino
atraiu todas as atenções.
Não era pra menos...

Morre argentina de 82 anos recém-casada com homem de 24

A argentina Adelfa Volpe, 82 --que casou-se com um rapaz de 24 anos - morreu em um hospital de Santa Fé, 500 km ao norte de Buenos Aires. Ela ficou conhecida em 28 de setembro, ao se casar com Reinaldo Wavegche --58 anos mais novo. Segundo um porta-voz do Hospital San Jerónimo, Adelfa morreu por volta da meia-noite (1h de Brasília) deste domingo, depois de sofrer arritmia cardíaca e dores no peito.

A idosa, que retornou recentemente da lua-de-mel no Rio de Janeiro, foi internada na quarta-feira (17) em uma clínica da Província de Santa Fé para fazer exames antes da próxima viagem prevista do casal, para a Espanha. No sábado (20), já no hospital, ela havia sofrido um acidente vascular cerebral. O casal se uniu no Registro Civil de Santa Fé, e posteriormente recebeu uma benção da Basílica de Guadalupe.

Volpe convidou o rapaz a morar em sua casa depois que a mãe dele - que era sua amiga - morreu, mas a relação "mudou com o tempo", segundo ela. Eles namoraram por seis anos antes de se casarem. Após o casamento, ambos declararam que "não se importavam" com a diferença de idade.

 Reinaldo Waveqche, 24, e Adelfa Marta Volpes, 82, mostram certidão de casamento

Fonte: Efe

"MAMÃE NÃO É MULHER DE FICAR SOLTEIRA"

Ivete Sangalo está pegando um artista que não é da Bahia
 
Ivete Sangalo participou da gravação do programa Altas Horas, que aconteceu na Concha Acústica de Salvador, Bahia, recentemente. A cantora disse que está livre e pegando todos.

"Quer saber se eu estou namorando? Acho que não. Mas, me pergunte se estou sozinha? Mamãe não é mulher de ficar solteira  (????). Estou pegando geral. Estou com um cara que é artista, mas não é da Bahia."  


O PRECONCEITO É O QUE MAIS ATRAPALHA O TRATAMENTO

Soropositivo há 20 anos, paraibano luta por melhores tratamentos
 
O paraibano José Germano da Silva Neto completou 51 anos de idade ontem, dia 21. Mais do que um aniversário natalício, ele comemora mais uma vitória sobre uma batalha que se arrasta há praticamente duas décadas e que faz de Germano, portador do HIV desde 1988, um verdadeiro herói da resistência.

“Ainda tenho muito o que fazer”, afirma Germano, que hoje é presidente da União Voluntária de Apoio ao Soroposivito na Paraíba e dedica-se dia e noite a a prestar assistência aos portadores de HIV, o vírus causador da AIDS, que se tratam em João Pessoa. Para Germano, a luta contra a desinformação, o preconceito e, em alguns casos, o descaso público é ainda o melhor remédio para ele continuar a viver.

Ele descobriu que estava com AIDS no dia 31 de março de 1988, numa das épocas mais assustadoras da doença. Lembrar da data ainda o emociona. “ Foi um choque”, diz Germano, que contraiu o HIV em São Paulo, onde trabalhava numa fábrica.“ Me tornei um ser mutante e sabia que, além de remédios, eu tinha que me armar também de informações”, registra, com olhos marejados.

De lá pra cá, enfrentou a fase mais delicada da doença, que se arrastou até 1996 com o apareciemento dos anti-retrovirais, os famosos coquetéis inibidores das doenças oportunistas que matam os portadores do HIV. Germano viveu um período onde o preconceito, o fantasma da expressão “não tem cura” e a falta de medicamentos faziam da AIDS uma das maiores pragas do século 20.

Na década de 80, receber o diagnóstico de AIDS era quase uma sentença de morte. Com uma força de vontade admirável, Germano escapou das 183 mil mortes de soro-positivos infectados no Brasil desde 1980. No auge da doença, chegava a ingerir até 20 comprimidos por dia, verdadeiras “bombas”, como ele próprio costuma chamar, que explodiam o organismo e provocavam efeitos colaterais dos mais diversos.germano_soropositivo

“A mão era cheia. E eu tinha que tomar bombas de Hiroshima das 6 da manhã até às 11 da noite”, conta Germano. Hoje, o tratamento não exige mais do que três comprimidos ao dia.

O carinho diário da mãe, Dona Nilza, com quem mora hoje, o fez suportar os piores momentos. E é ânimo para dedicar a vida a ajudar outros soropositivos, que somente na Grande João Pessoa chegam a dois mil casos.


Preconceito ainda é um dos principais desafios

Germano sai de casa, de segunda a sexta, às 8h. Faz visitas aos leitos do Henfil, hospital em João Pessoa dedicado a cuidar de tratamento de portadores do HIV, e ainda acompanha casos visitando residências em Santa Rita, Bayeux e Cabedelo.

Faz palestras sobre o tema e já viajou quase o Brasil todo participando de seminários e eventos de luta contra a AIDS. “A luta tomou conta da minha cabeça e do meu coração e hoje eu sou vários pedacinhos dessa luta que está longe de terminar”, declara o paraibano.

Segundo ele, o isolamento, o abandono e o preconceito são ainda grandes inimigos dos portadores do HIV. Algumas famílias, sejam de classe baixa, média ou alta, chegam a ficar aliviadas quando o paciente portador do HIV morre.

Em outros casos, sentem vergonha de dizer os motivos que levaram o soropositivo a contrair a doença. Por muito tempo, a AIDS foi tratado como doença de homossexual e usuário de droga. “Por incrível que se pareça, esse estigma ainda precisa ser vencido”, diz Germano.

Fonte: Luís Tôrres - Clickpb 
Fotos: Wallison Santos

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