Metade da população paraibana sofre com a seca. Em Areia, é o descaso do prefeito Cunha Lima.

Vista da execução da obra e de parte do manancial da Barragem Saulo Maia.
Cerca de 1,3 milhões de paraibanos estão sofrendo com a estiagem em 150 municípios do Estado. Somente na rede de abastecimento gerenciada pela Companhia de Água e Esgoto da Paraíba (Cagepa), que atende 86% dos municípios, são 230 mil pessoas enfrentando o racionamento de água. Cinco sistemas de abastecimento que atendiam a 40 mil pessoas entraram em colapso no Estado e as famílias estão dependendo de carros-pipa.
Outras 21 mil pessoas estão ameaçadas da falta de água nas torneiras, caso não chova até o final deste mês. O Governo da Paraíba enviou ofício ao Ministro da Integração Nacional pedindo a regularização do fornecimento de água em carros-pipa, e que o semi-árido paraibano fosse considerado em situação de emergência.
O governo alega que o problema de abastecimento vem castigando o semi-árido, com sérios riscos de afetar a sobrevivência humana na zona rural e pediu a liberação de recursos para que o Exército Brasileiro reative o suprimento de água de beber nos municípios do Cariri, Curimataú e Seridó Paraibano, suspenso desde o início do mês.
Destaquei esta matéria da edição de hoje do jornal “Correio da Paraíba” para denunciar o descaso do atual prefeito de Areia – Dr. Elsinho Cunha Lima – com a falta de água no município. Desde 2002, o Governo Federal em parceria com o município de Areia constrói a Barragem Saulo Maia, cujo investimento beira os R$ 7 milhões.
Hoje, a cidade de Areia tem cerca de R$ 1,6 milhões no caixa, para a conclusão dessa obra que vai beneficiar 25 mil habitantes e, se necessário, atender outras 200 mil na região polarizada por Areia.
Acontece que desde abril de 2005 a obra está parada, sem data para reinício e o povo de Areia tendo de passar por racionamento de água nas torneiras, enquanto a Barragem Saulo Maia tem mais de 8 milhões de metros cúbicos de água armazenadas, de boa qualidade e pronta para atender a demanda da população. Um verdadeiro absurdo...
Pessoalmente, já denunciei o fato ao Ministério da Integração Nacional, Tribunal de Contas da União, Ministério Público Federal, Tribunal de Contas do Estado, à imprensa paraibana e agora dou conhecimento ao mundo para pedir uma solução para esse impasse vergonhoso.
A obra foi licitada em 2000. Teve início em 2002. Foi aditivada em 2004 e 2005, recebendo nesse período cerca de R$ 7 milhões do Ministério da Integração Nacional. Todas as prestações de contas estão aprovadas e não existe nenhum impedimento para a sua conclusão. Apenas a boa vontade do atual prefeito de Areia que parece não querer concluir a barragem por ter sido uma obra iniciada na gestão do ex-prefeito Ademar Paulino de Lima.
Existe um projeto pré-aprovado na FUNASA, onde é destinado cerca de R$ 6 milhões para a construção da adutora.
O gritante é que o Dr. Elsinho procedeu dessa mesma forma com o Espaço das Artes Machado Bittencourt – obra parada há três anos; O Centro de Comercialização de Animais – obra concluída, mas abandonada pelo prefeito atual; Programa do Leite (Vaca Mecânica) – há três anos sem atender as famílias carentes com leite de soja, duas vezes por semana; O Núcleo de Produção de Alimentos - transformado em Secretaria de Saúde.
É nessas horas que faz falta o legendário Lampião...
Fotos: http://www.pereiradecarvalho.com.br/per_obras/bar-saulomaia.htm