HistóriadeAreia

A cidade surgiu em 1625...

 

AREIA: 162 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA

 

        Neste dia 18 de maio, a minha cidade de Areia completa 162 de emancipação política. E não tem muito que comemorar.

        Cidade de clima europeu, localizada a 618 metros do nível do mar, mãe de filhos ilustres como José Américo de Almeida, Pedro Américo, Horácio de Almeida, Coelho Lisboa, Álvaro Machado, João Machado, Simeão Leal, Aurélio de Albuquerque e Walfredo Leal, Areia tem pouco mais de 24 mil habitantes, dois bancos, uma universidade federal e o mais riquíssimo acervo histórico e cultural da Paraíba.

        Realiza a maior festa brega do Brasil – O Festival Brasileiro da Cachaça e da Rapadura - BREGAREIA. Evento que atrai 60 mil pessoas ao município, é realizado em setembro e já passaram por lá artistas como Roberta Miranda, Amado Batista, Gilliard, Fernando Mendes, José Augusto, Falcão, Roberto Muller, José Ribeiro, Carlos André e Genival Santos.

        Quem visita a minha terra fica encantado com os casarios de arquitetura colonial, a Casa de Pedro Américo, o Museu da Rapadura, os engenhos de cana-de-açúcar, o Hotel Fazenda Bruxaxá, o clima agradabilíssimo e a recepção calorosa da população.

        Areia já governou o Estado por 18 vezes. Libertou os escravos muitos dias antes da decretação da Lei Áurea e participou ativamente de várias revoluções no Nordeste. Tem uma banda de música centenária e um coreto na praça central. É história que não acaba mais, orgulha os filhos e encanta os visitantes.

        Porém, o atual prefeito da cidade não tem cumprido com o seu dever de casa e a responsabilidade de governar a “terra da cultura” e “célula máter da inteligência paraibana”.

        Nos últimos três anos, sucederam-se escândalos que traem a memória dos grandes filhos e envergonham a população por partir de um médico, eleito com quase 70% dos votos e que representava a esperança de continuidade de uma boa gestão e futuro focado na geração de emprego e renda, com valorização da vocação natural: o turismo.

        Peço desculpas aos leitores desse post para dizer que o Dr. Elsinho Cunha Lima (DEM) traiu toda a população de Areia e, principalmente os seus eleitores.

        A cidade de Areia – primeira da Paraíba tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) – passa por uma administração desastrosa e que envergonha os seus filhos.

        Há mais de três anos estão paralisadas as obras do Espaço das Artes Machado Bittencourt e da barragem Saulo Maia. O centenário Banho do Quebra, as praças e o calçadão João Cardoso foram abandonados, como também o foram o Centro de Comercialização de Animais, o Estádio de Futebol e o próprio povo.

        Recentemente denunciamos a fraude, o superfaturamento e o direcionamento de licitações para favorecer empresas amigas da administração. Uma das “sortudas” conseguiu ganhar nove certames para fornecimento de merenda escolar. E o prejuízo foi para mais de quatro mil crianças que se alimentam pessimamente nas escolas.

        O leite em pó, vendido no mercado por R$ 7,20/kilo, custou ao povo de Areia R$ 14,45. A caixa de ovos custou R$ 7,55. No comércio local, compra-se por R$ 5,20. O rodo custa R$ 3,50 e foi comprado por R$ 16,00. Até o sal foi superfaturado. Dá pena dizer e o leitor amigo vai pensar que é pura intriga da oposição...

        Não é não. Queria eu está aqui divulgando as belezas da terra que mais orgulhou os paraibanos. Infelizmente, contra fatos concretos faltam argumentos e sobra cinismo.

        Nos anos de 2005 e 2006, mais de R$ 1 milhão em compras deixaram de ser licitados. O Dr. Elsinho deixou de recolher mais de R$ 2 milhões aos cofres do INSS; uma senhora que nunca prestou um único dia de serviço ao município de Areia recebeu mais de R$ 430 mil dos cofres públicos. Recebeu como servidora da Educação, da Saúde, da Administração, das Finanças, por fornecimento de salgadinho e até por construir um aterro sanitário na cidade. Dá até pra rir...

        Há poucos dias um servidor da prefeitura – há 20 anos prestando serviços ao Poder Judiciário – foi penalizado por, no cumprimento do dever, ter tentado notificar o prefeito para uma audiência no Ministério Público. O prefeito pediu a devolução do servidor e colocou outro no lugar, porém o Ministério Público de Areia rejeitou a oferta. Na campanha de 2006, mais de 50 areenses perderam o emprego no Governo do Estado para dar lugar aos apaniguados do Dr. Elsinho. E olhe que tem muita gente que defende os seus métodos em pleno século XXI.

        O Hospital Municipal tem um centro cirúrgico reformado pelo ex-gestor. Desde 1º de janeiro de 2005 não funciona porque o prefeito-médico não contrata um anestesista. Um equipamento adquirido para fazer exames de sangue com mais rapidez (faz em uma hora o trabalho de uma semana) está há mais de três anos quebrado por falta de um conserto de pouco mais de mil reais. As repetidoras de sinal de TV estão quebradas. A população não tem remédio, as ambulâncias foram leiloadas. Não existe assistência social aos necessitados...

        É isso Areia! Infelizmente, votamos no jovem para ver a cidade crescer, a paz e a liberdade triunfar. Estamos assistindo ao pior dos terremotos, a mais avassaladora depredação dos prédios públicos, a incompetência administrativa, o caos e a arrogância.

        Nem Jesus Cristo agradou a todo mundo – é sabido. Porém, Areia não precisa conviver com tanta traição e cinismo desavergonhado. Está chegando a hora de botar o Dr. Elsinho no seu devido lugar – um consultório médico, de onde nunca deveria ter saído!

 

Mesmo diante de tantas contradições,

PARABÉNS AREIA!

PARABÉNS POVO BRAVO E HONESTO!

 

Imagem: http://www.cidade.agox.net/Fotos/Areia/PB.htm

PATRIMÔNIO CULTURAL

TEATRO MINERVA - PATRIMÔNIO DE AREIA

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Teatro Minerva - Primeiro teatro construído na Paraíba. Inaugurado em 1859, o teatro Minerva tem capacidade para 250 pessoas e possui uma acústica de excelente qualidade.Foi erguido com o objetivo de arrecadar fundos para a libertação dos escravos. Seu primeiro nome foi Teatro Recreio Dramático. Já foi cinema e, atualmente, restaurado, serve de espaço para a apresentação de peças e de área de apoio cultural para ensaios dos grupos de danças folclóricas.

 

Teatro Minerva, que é uma homenagem à deusa das artes, foi dado pelo areiense Horácio de Almeida. Foi construído pelas famílias mais ricas do lugar. Nos seus tempos áureos foi palco de grandes apresentações. Atualmente se apresentam os grupos de teatro local, o grupo de tradições folclóricas e peças de todo o Estado. O teatro é um dos responsáveis direto pela influência cultural que sempre existiu no município. Ainda mantém preservada sua arquitetura original, apesar de já ter passado por várias reformas.

Foto 1: http://www.hotelbruxaxa.com.br/citytour.htm

Foto 2: http://www.artestudiorevista.com.br/revista13/acervo.htm

Foto 3: http://www.clicpersonal.com.br/clicareia/index.php?pg=fotos&id=49 

Um ilustre conterrâneo

121 anos de nascimento do autor de "A Bagaceira" 

José Américo de Almeida nasceu em Areia, Paraíba, a 10 de janeiro de 1887. Era filho de Inácio Augusto de Almeida e de Josefa Leopoldina Leal de Almeida. Faleceu na cidade de João pessoa a 10 de março de 1980. Membro da Academia Brasileira de Letras em 27 de outubro de 1966, foi empossado em 28 de junho de 1969.

Órfão de pai aos 9 anos, o menino foi entregue aos cuidados do tio Padre Odilon Benvindo. José Américo fez seus estudos no Seminário da capital do Estado e no Liceu Paraíbano. Em 1903 ingressou na Faculdade de Direito do Recife e obteve do governo a nomeação para o cargo de promotor público na comarca de Sousa. Em 1911 passou a ocupar as elevadas funções de Procurador Geral do Estado.

A publicação do romance "A bagaceira", em 1928, projetou-lhe o nome em todo o país, com o destaque dado à literatura regionalista que, ainda no século XIX, se concentrara, sobretudo, nas obras de Franklin Távora e de Domingos Olímpio, este, já no início do século seguinte, com "Luzia Homem", livro considerado por Afrânio Peixoto como "um modelo de romance regional".

Em 1922 publicara José Américo as "Reflexões de uma cabra" a que se seguiu "A Paraíba e seus problemas"(1923) obra de grande conteúdo social.

Secretário do Interior e Justiça durante o governo de João Pessoa na Paraíba, teve de enfrentar os conflitos políticos na região de Princesa. Com a vitória da Revolução de 1930 assumiu, de 1930 a 1934, o Ministério da Viação e Obras Públicas. Um desastre aéreo na cidade de Salvador, em 1932, deixou-o seriamente ferido. Em 1934 Getúlio Vargas o nomeou para o cargo de Embaixador do Brasil junto à Santa Sé. Eleito Senador em 1935 seria, algum tempo depois, designado Ministro do Tribunal de Contas da União.

Depois do êxito de "A bagaceira" publicou, ainda, os romances "O boqueirão"(1935) e "Coiteiros", competindo, nessa época com os nordestinos José Lins do Rego e Jorge Amado, bem como com Amando Fontes, este nascido em Santos (São Paulo), de família sergipana.

Em 1937 foi apresentado como candidato dos partidos governistas à presidência da República, com grandes probabilidades de vitória, mas o golpe de Estado de 10 de novembro desse ano suprimiu a campanha eleitoral. O Congresso Nacional foi dissolvido e outorgada ao país uma Carta Constitucional, pela qual era implantado, no país, o Estado Novo.

Em fevereiro de 1945, com uma entrevista ao matutino carioca "Correio da Manhã" José Américo contribuiu decisivamente para pôr fim à ditadura implantada por Getúlio Vargas em 10 de novembro de 1937.

Nas eleições de 2 de dezembro de 1945 José Américo foi eleito Senador pelo seu Estado natal. Mais tarde, recompôs-se politicamente com o ex-ditador voltando a ocupar a pasta ministerial da Viação e Obras Públicas, cargo em que se conservou até o suicídio do Presidente na manhã de 24 de agosto de 1954.

Entregou-se José Américo à tarefa de escrever as suas memórias e, em 1966, ingressou na Academia Brasileira de Letras, ocupando a vaga deixada pelo trágico falecimento do professor Maurício de Medeiros.

A União Brasileira de Escritores presta-lhe significativa homenagem - em 1977 - como "O Intelectual do Ano". No ano anterior publicara o homenageado mais um livro de memórias, intitulado "Antes que me esqueça".

Fonte: http://www.biblio.com.br/conteudo/biografias/joseamericodealmeida.htm

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