NADA PRA COMEMORAR, APENAS LAMENTAR...
Cidade histórica da Paraíba completa 163 anos
No ano de 2005, a serrana cidade de Areia foi a primeira da Paraíba tombada como Patrimônio Histórico Nacional, pelo seu conjunto paisagístico, urbanístico e cultural. Localizada a 618 metros do nível do mar, a cidade possui nos meses de inverno um clima europeu, quando a temperatura fica entre 12 a 17 graus.
Mãe de filhos ilustres como o pintor Pedro Américo (pintor do Segundo Império), José Américo de Almeida (escritor, ex-governador da Paraíba), Dom Adauto (primeiro arcebispo da Paraíba), Abdon Felinto Milanês (político e músico erudito e autor do hino da Paraíba), Elpídio de Almeida (médico e ex-prefeito de Campina Grande), Álvaro Machado (fundador do Jornal A União), entre outros.
A cidade que possui cerca de 25.800 mil habitantes, tem um Campus da Universidade Federal da Paraíba e um riquíssimo acervo histórico e cultural, como o teatro Minerva, primeiro do Estado e terceiro do Nordeste, Museu José Américo (Paróquia), Museu da Rapadura (UFPB) e Casa de Pedro Américo.

Considerada a maior produtora de Cachaça e de Rapadura do Estado, Areia possui vários engenhos em pleno funcionamento e é referência em eventos como "Caminhos dos Engenhos", "Caminhos do Frio" e "Festival Brasileiro da Cachaça e Rapadura" (BREGAREIA).
Quem visita a histórica cidade de Areia fica encantado com os casarios de arquitetura colonial, o casarão solar José Rufino (foto), que abriga a Secretaria de Turismo da cidade, a Casa de Pedro Américo, o Museu da Rapadura.

Cidade de ideais libertários, Areia libertou os escravos antes da decretação da Lei Áurea e participou ativamente de várias revoluções no Nordeste. Tem uma banda de música centenária e um coreto na praça central. É história que não acaba mais, orgulha os filhos e encanta os visitantes.
Infelizmente, para marcar os 163 anos de emancipação política da cidade, a Prefeitura preparou uma programação pífia de entrega de obras que muito mais revolta a população. A programação prever a reinauguração do Espaço das Artes Machado Bittencourt, cujas obras foram paralisadas pelo prefeito Elson da Cunha Lima Filho em 1º de janeiro de 2005, portanto há 4 anos, quatro meses e 18 dias. Por esse mesmo período ficou fechado o Estádio de Futebol de Areia, que o município anuncia a sua entrega à população.
OBRAS ABANDONADAS
Sem ter o que comemorar, a população de Areia assiste passivamente a depredação do patrimônio público. Foram abandonadas pelo Dr. Elsinho (DEM) a Barragem Saulo Maia, o centenário "Banho do Quebra", o Centro de Comercialização de Animais, o Aterro Sanitário, as praças e calçadões espalhados pelo município.
Se não fosse trágico, seria cômico. O prefeito Dr. Elsinho há cinco anos não concede aumento salarial aos servidores dos níveis médio e superior. Um engenheiro agrônomo, um psicólogo, uma assistente social, um bioquímico e outras categorias, percebem 465 reais de salário, sem nenhuma outra vantagem. Esse mesmo valor é pago aos auxiliares de serviços, garis e agentes administrativos. Uma VERGONHA!
Além de todas essa mazelas, o Dr. Elsinho ficou conhecido na cidade como o maior perseguidor do servidor público. Foi até punido pela Justiça Eleitoral por ter transferido uma servidora de um posto do PSF na última campanha eleitoral. Não era pra menos: o pai foi prefeito de Areia e deixou os servidores com 12 meses de salários atrasados.
Não precisa dizer mais nada: Ou melhor; O POVO TEM O GOVERNO QUE MERECE E VOTA...

Escrito por Pedro Freire Filho às 08:29:31

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de Direito do Recife e obteve do governo a nomeação para o cargo de promotor público na comarca de Sousa. Em 1911 passou a ocupar as elevadas funções de Procurador Geral do Estado.



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